sábado, 16 de julho de 2011

A droga da imagem


      Nem Pedro Bandeira conseguiria escrever sobre uma droga tão potente quanto a Imagem. O homem cada dia mais se torna dependente dos seus olhos, cada dia mais escravo de reproduções da realidade em seu cérebro.      
Uma droga antiga, moderna, cara, barata, rara ou disponível, as imagens atraem, seduzem, repelem, enojam ou simplesmente fazem parte da sua vida sem você ao menos se dar conta.
Experimente tirar o fone de ouvido pelo menos um dia na estação de metrô. Parace outro mundo. Experimente deixar seu carro na garagem e ir de ônibus para o trabalho. Praticamente se sentirá um marciano. Você já se acostumou com muitas imagens e outras não te fazem falta, desprezíveis, talvez inúteis. 
Século vinte e um é sinônimo de bombardeio de imagens, luzes, ícones, logotipos, frases de impacto, 140 caracteres. O homem mergulhou no mundo  dos códigos binários compactados e decifrados em microssegundos. Você nasceu neste mundo e sei lá em que mundo nossos filhos nascerão.
Você não tem dificuldade em assimilar informações que não são palpáveis, mas é “punk” com aquilo que não é visível. Neste ponto, entende-se porque a fé para as pessoas é algo insano. Deus não é palpável, tudo bem… mas se eu não ver, fica difícil de compreender.
Eis o paradigma da fé cristã. Eu não vi Jesus morrer na cruz, nem ressuscitar três dias depois. Como crer? Não vi os textos originais que produziram a bíblia, muito menos teria a capacidade de interpretá-los, como saber sua autenticidade?
Quando o cristão realmente tem um encontro com o Senhor, uma experiência de senti-lo no seu interior, algo totalmente pessoal e irreproduzível, passa a ter uma forma de observar as situações diferente do que seu estado inicial.
Passa a ter fé não pela origem, mas pelos resultados. Não viu Cristo, mas sabe o impacto que o evangelho tem na história do planeta e como as pessoas que realmente crêem tem experiências incríveis. Não tem a mínima idéia da autenticidade da bíblia, mesmo com tantas provas arqueológicas, mas quando lê e procura entender o sentimento das palavras, tudo faz sentido e produz indescritível bem estar.
Em Hebreus 11: 1, a bíblia diz: “A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” Note a ênfase no sentido da visão. Não falou de paladar, olfato, audição ou tato. Visão. Uma certeza provada, que não deixa dúvidas, de fatos que parecem nem existir fisicamente. Convicção só existe se você provar. Se experimentar a fé, terá condição de afirmar se o evangelho é uma loucura religiosa ou a verdade que liberta.
Eis o ponto final. A religião nada mais é do que a tentativa frustrada dos homens em criar imagens para descrever sua crença, seus deuses, seus heróis. Só que a fé verdadeira não tem imagens, é convicção do que não se vê. Por isso, as pessoas se frustram com as religiões, porque se espelham em homens, em imagens sacras, em divindades, em mitos e pior, algumas mitologias até permitiam os deuses cometerem erros para justificar os pecados dos mortais. Engraçado. Mas até o que não crê em nada é escravo de uma imagem, de um homem, de um filósofo ou de uma teoria científica.
A droga da imagem sempre estará à disposição no mercado, em diferentes versões e gerações. O quanto você consome é que faz a diferença. Talvez seja uma boa oportunidade para deixar o vício de lado e conhecer Jesus. Não aquele pendurado no madeiro, com o joelho arregaçado, com cara de menina, olhos azuis, cabelos molhados tipo “acabei de sair da ducha” e um coração no peito cheio de lanças, facas, fechas, envolto de uma coroa de espinhos… assustador! Falo de Jesus, o filho de Deus. Falo de Deus. Agora, o lance espiritual fica pra próxima!

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